Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

 

JS uma força de participação responsável
 
O mandato iniciado com esta convenção tem pela frente dois anos de muitas mudanças sociais, culturais, económicas, financeiras e políticas. São sem sombra de dúvida tempos verdadeiramente históricos, que exigem a todos muita responsabilidade.
 A nossa região não vai ficar alheia a estas mudanças, e a Juventude Socialista deve saber posicionar-se à altura do contexto actual, e certamente que o fará, em espírito de responsabilidade para com as populações da região. O poder político no difícil contexto actual terá bastantes responsabilidades, pela forma como decidirá o futuro da região e do país, dai que tenhamos que combater veementemente as campanhas de desinformação que são apanágio dos partidos e das juventudes partidárias da oposição. São campanhas que nada de bom trazem para a região, deve assim a JS pautar a sua acção pela verdade e pelo debate informativo junto das populações, e do ponto de vista legal, apelar à aplicação da lei, por forma a que os órgãos de comunicação social deixem de estar ao serviço de determinadas forças políticas regionais, impedindo assim o verdadeiro esclarecimento das populações.
 Outro aspecto revelador da responsabilidade que a JS deve demonstrar é o combate às várias desigualdades que ainda subsistem na sociedade portuguesa, são exemplo disso a proliferação dos recibos verdes, acto atentatório à juventude portuguesa, e também a opção sexual dos cidadãos, que impedidos pela lei aclamada pela atitude retrógrada da direita, continuam a ser discriminados, não podendo aos olhos da lei constituir legalmente uma família, reconhecida por um estado laico e moderno.
Este ano 2009 vai também ficar marcado pelo debate acerca da União Europeia, cabe mais uma vez à JS, mostrar a sua força de participação responsável, fomentando nos 14 concelhos da região um debate sério sobre a Europa revelador do espírito comunitário, no respeito pela identidade própria de cada País e de cada Cidadão, fomentando no entanto uma identidade forte e coesa como deve ser a identidade Europeia, rica na diversidade, forte na identidade.
Ao nível autárquico, iremos também nos próximos tempos viver momentos de enorme responsabilidade. Nos últimos anos os eleitos do PS na região, muitos deles oriundos da JS, têm sido autênticos exemplos de mudança ao nível do poder local democrático. Tem sabido desenvolver nos seus concelhos políticas de juventude que vão fomentando a fixação de jovens no interior do país, mas ainda é necessário mais. Em primeiro lugar é necessário conquistar mais concelhos para o PS, e ai a JS continua a ter que desempenhar, em cada concelho e na Região, um papel importantíssimo e da mais alta responsabilidade, no que diz respeito a: cativar mais militantes para as suas estruturas reforçando ainda mais o papel do Baixo Alentejo no contexto actual; apresentar propostas que visem o aumento da qualidade de vida das populações com especial relevância para a juventude.
É neste contexto difícil e exigente que a Federação do Baixo Alentejo vai desenvolver o seu trabalho durante dois anos, apostando em medidas responsáveis e na valorização das comunidades locais.
JS a força da juventude nos 14 concelhos da Região
 
O processo iniciado com a eleição das novas estruturas da JS na Região do Baixo Alentejo deve constitui-se como um importante meio de reforço da democracia participativa, apostando na acção juvenil junto dos eleitos locais. Em primeiro lugar devem os candidatos do PS às autarquias locais chamar a si a juventude, ouvindo as suas propostas para as comunidades e também integrá-los nas suas listas às Assembleias de Freguesia, Assembleias Municipais e respectivas Câmaras, desde que lhes seja reconhecido mérito e capacidade técnica para tal. Devem, também, todos os candidatos apresentar nas suas propostas de candidatura a criação e dinamização dos Conselhos Municipais de Juventude, a criação de cartões acompanhados de medidas que exerçam uma descriminação positiva junto da juventude, promovendo a criação do seu próprio emprego, a aquisição de bens e serviços nos seus concelhos e a disponibilização de terrenos e habitação a baixos custos para a fixação dos jovens na sua terra.
Numa região do interior como é o baixo Alentejo, devem os municípios apostar cada vez mais no auxílio à natalidade, incrementando na população medidas de apoio ao aumento das famílias, isentando-as de determinadas taxas municipais, criando um subsídio para o apoio a aquisição de bens para a pequena infância, reduzindo-lhes os custos com a água e com a recolha de resíduos e localmente estudar outras medidas de incentivo claro à natalidade, e no caso de existirem, famílias numerosas no concelho, os municípios devem igualmente aplicar medidas de auxílio a essas mesmas famílias, de modo a que estas possibilitem aos seus filhos boas condições de vida e o acesso à educação, promovendo indivíduos íntegros socioculturalmente.
A juventude sempre teve a necessidade de se associar, quer formalmente quer informalmente, também aqui as forças vivas da região devem ter especial a atenção ás dinâmicas juvenis, promovendo a sua dinamização, compreendendo as várias acções e sempre que possível prestando-lhes apoio, criando condições para que o associativismo juvenil possa dar frutos, sempre na perspectiva de que o associativismo é a escola da democracia. A Federação do Baixo Alentejo da JS deve promover activamente o associativismo no seu geral, com especial relevo para o associativismo juvenil, não no sentido de domínio das associações, mas no sentido da participação activa e construtiva. Cabe também à Federação de JS a dinamização de debates, ciclos de conferências e Fóruns de modo a apelar à participação dos jovens no desenvolvimento das suas comunidades, sendo estes, agentes activos da dinamização local.
 
Uma Região com futuro
 
            A Região do Baixo Alentejo tem hoje mais que nunca, infra-estruturas que nos permitem encarar o futuro com outros olhos. Basta olhar-mos em volta e ver Alqueva, Porto de Sines, Aeroporto Internacional de Beja, e para além destas obras haverá brevemente na região uma via estruturante (IP8), que nos permitirá ter rápido, fácil e seguro acesso a outras regiões, ligando os pólos de desenvolvimento (Porto de Sines, Aeroporto de Beja e Alqueva), possibilitando ás populações o desenvolvimento de projectos que terão maiores probabilidades de sucesso, pois são apoiados por estruturas físicas, que sustentam com segurança o futuro destas iniciativas empreendedoras.
            Após a conclusão de todas estas obras, é necessário mais para esta região. É necessário potenciar os projectos empreendedores da juventude, dar-lhes apoios para a criação de emprego, é necessário valorizar a massa crítica que emana do Instituto Politécnico de Beja e das Instituições de Ensino da Região, embora a oferta formativa destas instituições deva também ela ser adequada às potencialidades da região, havendo uma maior preocupação de todos os actores locais, na criação de um Fórum de Reflexão acerca desta problemática, para que as propostas a apresentar ao poder central sejam coerentes com as verdadeiras necessidades da região, concertadas entre todos os actores da região.
Para que o Baixo Alentejo se afirme é também necessário apostar em campanhas de marketing regional, valorizando a região como um todo, onde dos vários concelhos emergem potencialidades locais capazes de valorizar o território. Existem hoje novos desafios às forças vivas regionais, há que apostar no Turismo, na diversificação empresarial, há que apostar na oferta que o aeroporto de Beja e as outras vias de comunicação vão trazer à região. Este deve ser um momento de importante viragem no panorama da região e a juventude deverá ter aqui um papel muito importante na apresentação de propostas concretas para a afirmação regional.
A nova legislatura a iniciar no final de 2009, irá trazer de novo a questão da regionalização, aí a JS no Baixo Alentejo terá o papel de lançar junto da juventude este debate, promovendo os vários pontos de vista, para que da forma mais benéfica para a região e para o País possamos, de uma vez por todas, proceder a uma verdadeira e eficaz descentralização administrativa e económica do estado, aproximando-o das pessoas e em particular da juventude.
O desenvolvimento regional deve atender como já foi referido às necessidades actuais, mas não deve comprometer as gerações futuras. É exigível que o modelo de desenvolvimento para esta região seja suportável ambientalmente. Este é o desafio de regiões com futuro. Propomos que as autarquias, em especial as autarquias do PS criem planos municipais de ambiente, com medidas concretas para a redução de consumos, substituição de iluminações, reaproveitamento ambiental de resíduos, correcto ordenamento do território, com zonas verdes e amplos espaços públicos para as populações, criando zonas desportivas e de lazer que respondam aos anseios da juventude em cada concelho.
No sentido de afirmar esta região como uma região de futuro importa ainda abordar a temática da educação. Hoje os municípios portugueses tem cada vez mais competências nesta área e também aqui a coesão regional deve ser trabalhada, apostando numa educação de excelência, preparando a juventude para o mercado de trabalho, tornando os parques educativos em zonas atraentes, em zonas de futuro, uma escola inclusiva, uma escola activa, uma escola inovadora, preparada tecnologicamente para o Futuro. Uma escola intimamente ligada à comunidade local tem melhores condições para preparar o futuro dos jovens, deve a escola tratar temas como a sexualidade, o civismo, a cidadania, aplicando-os no contexto local onde se insere. Devem as Forças vivas de cada local ter uma presença activa na escola, e a própria escola deve constituir-se como uma força activa em cada local. Apesar de na Região existirem escolas encerradas, por número reduzido de alunos, devem as escolas encontrar mecanismos para dinamizar juntos dos alunos actividades de ligação entre estes e as suas comunidades de origem, por exemplo: valorizando e reconhecendo os recursos endógenos do seu local de origem, por forma a que não se percam as ligações socioculturais desses alunos com a sua comunidade.
 
 
Organização Interna
 
 
            Depois de apresentadas as opções para este novo ano político, importa reflectir internamente os procedimentos a adoptar. Para além do previsto estatutariamente, a Federação deve em primeiro lugar estabelecer uma cooperação estratégica com a Federação do PS, de modo a que todas as propostas do PS possam reflectir a força da juventude. Em segundo lugar deve a federação da JS criar grupos temáticos para analisar vários temas e reflectir o posicionamento público das várias questões. Importa também à federação criar fóruns temáticos de debate com a juventude, apostando em temas chave, como por exemplo a Europa, descentralizando sempre que possível a realização das mesmas.
            A informação é essencial em qualquer estrutura. Deve a federação criar uma página na web, para divulgação de conteúdos, que serão também difundidos num boletim ocasional lançado pela federação em estreita colaboração com as várias estruturas locais da JS. A cada concelhia será pedido que informe as estruturas federativas das actividades que vão desenvolvendo, de modo a tornar a acção da federação mais coesa e multitemática. Importa também neste ano eleitoral efectuar um levantamento intensivo das principais iniciativas que acontecem na região, de modo a preparar uma representação da Federação, que auxilie as várias campanhas eleitorais que irão decorrer.
            Deve a Federação do Baixo Alentejo, conquistar o espaço Nacional que lhe compete, chamando a si os interesses regionais e ambicionando solucionar as questões que mais preocupam a Juventude Baixo Alentejana, deve ainda esta Federação acolher momentos importantes da vida política nacional, conferindo visibilidade ao trabalho de base que em cada concelho tem vindo a ser desenvolvido.
 
Tempos de Mudança
 
            Este é sem dúvida um tempo de mudança. Mudança no mundo, no País e na nossa Região, sendo que JS irá acompanhar a Força da Mudança no Baixo Alentejo. É necessário para tal o empenho activo e responsável de todos os camaradas, devemos todos concorrer para a aplicação dos ideais de um Socialismo Democrático, e para aquilo que nos propomos concretizar com esta Moção de Estratégia, para que possamos viver melhor nesta Região, que deve continuar a lutar pela Justiça, pela Igualdade de Oportunidades e pela realização pessoal de cada indivíduo, numa crescente democracia cada vez mais participativa, onde o cabal esclarecimento das populações, com especial destaque para a Juventude seja uma realidade cada vez mais presente, combatendo activamente forças políticas que espalham a discórdia, a contestação e a constante desinformação, com prejuízo muitas vezes dos verdadeiros anseios da Juventude e da Região.
            Da Força da Mudança devem emergir vontades, para que em todos os concelhos possamos afirmar esta voz activa que é a JS, formando comunidades mais esclarecidas, mais consciencializadas politicamente, criando mais comunidades onde a JS e por afinidade o PS sejam de uma forma ou de outra os verdadeiros depositários da confiança e do voto da Juventude.
Viva o Alentejo!
Viva a Juventude Socialista!
Viva o Partido Socialista!


publicado por pormaisalentejo às 15:23 | link do post | comentar

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